Ciúme do irmão

Ciúme é como gripe. Não existe pessoa que possa falar que nunca pegou. Em se tratando do nascimento de um irmão, torna-se uma verdade universal. Por que razão isso acontece e o que podemos fazer para minimizar os fatos?

Em primeiro lugar, a intensidade do ciúme vai depender do que foi feito com o primogênito em matéria de educação. Se esse(a) filho(a) foi colocado(a) em um pedestal e tratado(a) como figura endeusada, se sempre teve tudo o que exigia de maneira ditatorial, se não foram colocados limites, se foi poupado(a) de entrar em contato com doses toleráveis de frustração, com certeza vai ser mais difícil lidar com o ciúme, que, em geral, é normal e passageiro.

Essa criança deve ter aprendido que ela é o mais importante para os pais, mas não a única coisa importante. Deve saber que os pais se amam e que cada um deles tem outras fontes de prazer e de gozo.

OUTRO ASPECTO IMPORTANTE É QUE O PRIMOGÊNITO DEVE SER COMUNICADO DA GRAVIDEZ E DO FUTURO NASCIMENTO DO IRMÃO, MAS NÃO DEVE SER INCLUÍDO NA DECISÃO. OU SEJA, SE PERGUNTAMOS SE ELE QUER UM IRMÃO, FICAMOS REFÉNS DA RESPOSTA. SE ELE FALA QUE NÃO, O CASAL DEVE DECIDIR POR FICAR COM UM FILHO ÚNICO? A RESPOSTA É ÓBVIA: A DECISÃO DEPENDE DA VONTADE DOS ADULTOS. O CONTRÁRIO TAMBÉM É VERDADEIRO: NÃO SE PODE DECIDIR POR UM OUTRO FILHO NO MUNDO PORQUE ASSIM O EXIGE O PRIMOGÊNITO.

Também temos de conhecer a origem da ansiedade e do ciúme do primogênito. Uma criança entre 2 e 3 anos, quando adota um brinquedo como seu xodó, brinca só com ele e aceita outro quando se cansa do primeiro. Imaginem quando ele faz analogia entre o brinquedo e a necessidade dos pais de ter outro filho.

Ele acha que não gostam mais dele, que não consegue cumprir com as expectativas dos adultos e que estão trazendo um “novo brinquedo” que passa a ser o xodó deles. Temos de conversar muito com nosso filho, mostrando que os pais podem gostar de muitos filhos ao mesmo tempo, ou seja, filhos não são como brinquedos.

Quando o segundo filho nasce, temos de continuar conversando e mostrar que o mesmo cuidado que se tem com o pequeno foi realizado quando ele era recém-nascido (neste caso, é bom mostrar fotografias dessa época).

Além de falar que continuamos gostando dele, temos de demonstrar e, dentro do possível, sair para passear com ele no tempo em que o irmão mamou e está dormindo. É bom mostrar que, com ele (o primogênito), se podem fazer coisas que com o irmãozinho não dá para fazer.

Deve-se tentar que tanto a mãe quanto o pai tenham momentos de brincadeira. Não é bom criar duas subfamílias (a mãe sempre com o pequeno, o pai sempre com o primogênito). Ele não vai aceitar perder totalmente a mãe para seu “rival”. Além do mais, deve perceber que o pai fica também com o pequenino; assim, pode saber que o pai também gostava e cuidava dele quando pequeno.

O nascimento de um irmão é uma das crises do crescimento. Com uma boa condução dos pais, pode se constituir em uma boa experiência, que ajuda no amadurecimento infantil.

agosto 12, 2008. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Uncategorized. Deixe um comentário.

Homenagem às Mães

Às Mães que apesar das canseiras, dores e trabalhos, sorriem e riem, felizes, com os filhos amados ao peito, ao colo ou em seu redor; e às que choram, doridas e inconsoláveis, a sua perda física, ou os vêem “perder-se” nos perigos inúmeros da sociedade violenta e desumana em que vivemos;


Às Mães ainda meninas, e às menos jovens, que contra ventos e marés, ultrapassando dificuldades de toda a ordem, têm a valentia de assumir uma gravidez – talvez inoportuna e indesejada – por saberem que a Vida é sempre um Bem Maior e um Dom que não se discute e, muito menos, quando se trata de um filho seu, pequeno ser frágil e indefeso que lhe foi confiado;


Às Mães que souberam sacrificar uma talvez brilhante carreira profissional, para darem prioridade à maternidade e à educação dos seus filhos e às que, quantas vezes precisamente por amor aos filhos, souberam ser firmes e educadoras, dizendo um “não” oportuno e salvador a muitos dos caprichos dos seus filhos adolescentes;


Às Mães precocemente envelhecidas, gastas e doentes, tantas vezes esquecidas de si mesmas e que hoje se sentem mais tristes e magoadas, talvez por não terem um filho que se lembre delas, de as abraçar e beijar…;


Às Mães solitárias, paradas no tempo, não visitadas, não desejadas, e hoje abandonadas num qualquer quarto, num qualquer lar, na cidade ou no campo, e que talvez não tenham hoje, nem uma pessoa amiga que lhes leia ao menos uma carta dum filho…;


Também às Mães que não tendo dado à luz fisicamente, são Mães pelo coração e pelo espírito, pela generosidade e abnegação, para tantos que por mil razões não tiveram outra Mãe…e finalmente, também às Mães queridíssimas que já partiram deste mundo e que por certo repousam já num céu merecido e conquistado a pulso e sacrifício…


A todas as Mães, a todas sem exceção, um Abraço e um Beijo cheios de simpatia e de ternura! E Parabéns, mesmo que ninguém mais vos felicite! E Obrigado, mesmo que ninguém mais vos agradeça!
 
Mãe, te amo muito.
 
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maio 8, 2008. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . DIA DAS MÃES, filhos, mães. Deixe um comentário.