Mãe zelosa e profissional bem sucedida

É possível ser bem-sucedida na carreira e uma mãe cuidadosa ao mesmo tempo? A resposta é sim, mas desde que a mulher tenha clareza do que considera “ser bem-sucedida” nas duas empreitadas, consciente de que ninguém pode fazer tudo ao mesmo tempo.

É importante ter em mente que será preciso abrir mão de alguma coisa: quem trabalha em período integral, por exemplo, não poderá ir a todos os eventos da escolinha do filho.Para começar, liste todas as atividades relacionadas ao trabalho e à família, priorizando o que considera necessário ou desejado. Você faz questão de buscar seu filho na escola todos os dias ou sua meta é, nos próximos anos, tornar-se sócia da empresa na qual trabalha? A lista irá ajudá-la a identificar o que considera essencial para sua vida, o que deverá ser reorganizado e o que pode ser deixado para mais tarde. Em seguida, avalie quanto tempo e energia você precisa dedicar para cada item e quais você valoriza.

Reorganizando prioridades

Reorganize a lista, verificando se suas prioridades são compatíveis ou se exigem um esforço muito maior do que sua capacidade de realização. Veja este exemplo: uma jovem advogada optou por dedicar mais tempo para ficar com a filha do que assumir um cargo elevado no escritório em que atua. Com isso, pode trabalhar apenas durante a semana e, assim, reservar os fins de semana e feriados para passeios com a família. Essa opção permitiu que ela mantivesse a atividade profissional, mas com tempo para dedicar-se à maternidade.

Outro exemplo: uma médica, desejando completar sua formação em um hospital que abriria portas para sua carreira, mas que exigiria dedicação integral, recorreu à mãe, sogra e berçário para atender às necessidades de seu filho de oito meses, sem sobrecarregá-lo em demasia. Ele passava seis horas no berçário e os familiares se revezavam nos cuidados, fazendo até alguns plantões em sua casa enquanto a mãe cumpria turnos no hospital. Tal arranjo familiar colaborou para a realização profissional da médica e para o bom atendimento ao seu bebê.Vale a pena citar também outra experiência de pais muito ocupados que, preocupados com o bem-estar da filha de seis meses e impossibilitados de recorrer à família, acertaram um berçário em tempo integral sem, no entanto, alterar alguns hábitos de sono de seu bebê, principalmente pela manhã.

Para resolver as questões do horário de acordar, além do horário da entrada e saída da escola, contrataram uma pessoa de sua confiança para cumprir e acompanhar a rotina de cuidados, banho, roupa e alimentação de maneira que, ao chegarem em casa, às 19h, podiam completar os cuidados e dedicar atenção à filha. Hoje, a criança, que já completou três anos, está bem adaptada à escola e, apesar de sentir falta dos pais, não fica irritada com sua demora, expressando estar devidamente atendida e acolhida.

Eliminando, reavaliando ou postergando objetivos que se apresentem complicados demais, você terá em mãos a decisão sobre a sua vida. Estruture suas metas com maturidade, fazendo o melhor que puder com os itens excluídos de suas prioridades, sem arrependimento ou culpa. Isso irá ajudá-la a planejar a rotina de sua vida profissional e a de seu filho, sem que nada ou ninguém saia prejudicado.

Revisado por Lídia Maria Chacon de Freitas, psicóloga e educadora infantil.

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julho 18, 2008. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . educação, filhos, mães. Deixe um comentário.

Quanto custa criar um filho?

O planejamento começa na barriga e precisa ser sério para dar conta do futuro com tudo de bom que você deseja para o seu bebê. Nossos consultores mostram o caminho das pedras para cobrir todos os gastos das fraldas à faculdade

 

 

 

A gravidez é uma fase de muitas expectativas e inúmeras questões passam pela sua cabeça, desde as que serão respondidas dentro de meses, como a curiosidade em saber como será o rostinho do bebê, até outras ligadas a um futuro mais distante, como as condições para bancar uma boa educação ou o dia em que ele arrumar a primeira namorada. A maioria dessas reflexões é mero exercício de futurologia, mas a resposta para uma delas, pelo menos, você pode começar a construir desde já: as condições financeiras para criar seu rebento até que ele se vire sozinho. Quanto antes iniciar seu planejamento, melhor. Um filho representa uma despesa adicional considerável no orçamento de um casal. Cálculos do consultor Marcos Silvestre, coordenador-executivo do Centro de Estudos de Finanças Pessoais e Negócios (Cefipe), de São Paulo, mostram que uma família de classe média, com renda familiar ao redor de 4 mil reais mensais, deve gastar algo em torno de 250 mil reais até os 23 anos, ou do nascimento até o término da faculdade. É assustador, não? Mas considere que essa é a soma de gastos de mais de 20 anos e não um dinheiro que você terá de desembolsar de uma vez. Boa parte desse montante – provavelmente a maior parcela – deverá vir da acomodação do seu orçamento às novas necessidades, redefinindo prioridades e substituindo algumas despesas atuais por outras que irão surgir. Os consultores em finanças recomendam especialmente a preparação de uma reserva para o momento em que os custos serão maiores e mais concentrados, que é o período correspondente ao da faculdade. Para ajudar a elaborar sua programação financeira, acompanhe o detalhamento dos gastos e dicas dos especialistas.

 

 

 

Antes de o bebê nascer

 

 

Toda a preparação para seu bebê chegar deve consumir no mínimo 3 mil reais, de acordo com os resultados da segunda etapa do estudo do Cefipe, que está em fase de conclusão. As contas incluem a montagem do quarto – berço, cômoda, poltrona de amamentação, cama para acompanhante e decoração -; a compra de equipamentos como carrinho, banheira, cadeirão etc.; e o enxoval, considerando, além das roupas, mamadeira, chupeta e outros utensílios. É claro que o valor total vai variar em função da qualidade e variedade de artigos que você escolher.


Segundo o levantamento, pode chegar até 30 mil reais se a família optar por um enxoval de grife, produtos importados e outros luxos. Por isso, é importante segurar a ansiedade na hora das compras. “É normal os pais quererem o melhor para os filhos, mas têm de manter a cabeça fria e avaliar se pagar mais por determinado produto realmente é necessário ou se o benefício adicional compensa a diferença de preço”, observa Marcos Silvestre. “Também vale pedir emprestados itens, desde que em bom estado, de parentes e amigos que tenham tido bebê recentemente, porque esses objetos serão usados por pouco tempo. Logo o bebê crescerá e não precisará mais do cadeirão, por exemplo.”

 

 

 

Até os 18 anos

 

 

Agora o bebê nasceu e você entra no mundo das fraldas, um dos maiores gastos dessa fase. Até os 6 meses de vida, se estiver amamentando, você não terá de se preocupar com comida: o leite materno deve ser o único alimento, o que, além de ideal para o bebê, é supereconômico para a família. Se for complementar com leite artificial, prepare o bolso – ele pode ficar indigesto para o orçamento. Além da alimentação, haverá despesas com reposição do enxoval, à medida que a criança vai crescendo, e visitas ao pediatra. Caso o médico pertença ao plano de saúde, as contas inicialmente serão um pouco mais leves. A economia, no entanto, não dura muito, porque geralmente os pais trabalham fora e será preciso contratar uma babá ou optar por um berçário. É por essa razão que a pesquisa do Cefipe não faz diferenciação nos custos mensais até os 18 anos, que, para uma família de classe média, fica ao redor de 750 reais. “Os gastos vão sendo substituídos, mas não há muita variação”, observa Silvestre. “Um berçário pode custar tanto quanto uma mensalidade escolar e, se uma hora cessam os gastos com fraldas, aumentam outras despesas.” No valor mensal de 750 reais estão incluídos gastos diretos com a criança, como educação e vestuário, e os indiretos, que compõem despesas gerais da família, como alimentação e plano de saúde, por exemplo. “A educação ocupa sozinha 50% desse total, levando em conta a escolha de uma boa escola de bairro”, explica o consultor. Se você optar por um colégio de renome, de mensalidade mais alta, a projeção mensal pode crescer significativamente.

 

 

 

Dos 18 aos 23 anos

 

 

É nesse período que a situação fica mais apertada. De acordo com os cálculos de Silvestre, por causa da faculdade, dos custos mais elevados com gasolina – é comum o jovem usar um dos carros da família se não tiver o dele – e da atividade social mais intensa, o gasto mensal com o herdeiro dobra para algo que pode chegar facilmente a 1,5 mil reais. Por esse motivo, é para essa fase que se recomenda a preparação de uma reserva financeira. O segredo para tudo dar certo é começar cedo. Quer ver só? Para custear totalmente a universidade, você deverá reunir algo próximo de 40 mil reais, considerando uma mensalidade ao redor de 800 reais e um curso com duração de quatro anos.


Se iniciar uma aplicação financeira assim que o bebê nascer, em um fundo de renda fixa conservador, por exemplo, que pague juros reais de 0,2% ao mês (sem contar a reposição da inflação), precisará aplicar mensalmente, em valores atuais, 148,20 reais. Assim, chegará aos 40 mil reais quando seu filho completar 18 anos. Se iniciar o investimento quando a criança tiver 2 anos, o valor empregado deve aumentar um pouco, para 171,09 reais. Se você achou muito, outra opção é reservar ao menos uma parte disso – que já será de boa ajuda no futuro. Aplicando, por exemplo, 50 reais por mês a partir do nascimento, você terá cerca de 13,5 mil reais 18 anos depois.

 

 

 

 

 

 

 

 

Onde investir

 

 

Qual a aplicação mais indicada para esperar tanto tempo? Existe uma lógica em finanças segundo a qual de quanto mais tempo você dispõe, mais pode aumentar suas possibilidades de ganho com investimentos de maior risco. No entanto, apesar de contar com um prazo bastante longo – de 18 a 20 anos -, essa regra não é totalmente aplicável quando o que está em jogo é a educação dos filhos. Os especialistas recomendam aplicações conservadoras ou no máximo que conjuguem as duas fórmulas, destinando uma parcela menor para investimentos mais arriscados, como fundos de ações. “Mas não deve ser mais de 20%”, observa o consultor financeiro Gustavo Cerbasi, autor do livro Dinheiro – Os Segredos de Quem Tem (Editora Gente). “Não se trata de uma reserva apenas, há um objetivo bem claro para o futuro e colocar esse recurso em risco não é um bom negócio.” Mas isso também não significa que você deva se restringir à caderneta de poupança. “Há alternativas mais rentáveis e praticamente tão seguras quanto”, ressalta Cerbasi.

 

Quais são elas? “Fundos de renda fixa conservadores, CDBs de grandes bancos e títulos do governo, que podem ser adquiridos a partir de 200 reais pelo Tesouro Direto.” O importante é manter a disciplina de fazer os aportes mensais para que sua reserva cresça da maneira planejada. Vale ainda uma dica que na maioria das vezes a gente não leva em consideração: “A cada seis meses, corrija o valor que você aplica mensalmente pela inflação – ao longo de 18 anos fará diferença”. Outra opção, válida principalmente para quem não quer se preocupar em acompanhar passo a passo o investimento – como o prazo é muito longo, pode ser recomendável mudar de aplicação ao longo do caminho -, são os planos voltados para a educação dos filhos oferecidos pelos bancos. Eles nada mais são do que planos de previdência, tipo PGBL ou VGBL, mas que prevêem um resgate mais cedo do que aconteceria na aposentaria, geralmente programado para o período da faculdade. Há opções para todos os bolsos, com aplicações mínimas a partir de 40, 50 reais. Ao final do período contratado, você pode escolher entre retirar tudo de uma vez ou receber o valor dividido em parcelas mensais. No site dos bancos você encontra simuladores que permitem projetar quanto receberá no futuro, de acordo com diferentes valores mensais de aplicação.

 

 

 

Importante, mas não intocável

 

 

Seja qual for o investimento que você escolher, lembre-se de que essa reserva é importante, mas não intocável. Em situações de emergência, em que esteja em jogo o bem-estar da sua família, ela pode – e deve – ser usada. “Não tem cabimento detonar o patrimônio familiar e deixar intacta a poupança do Júnior”, destaca a consultora Cássia D’Aquino, especializada em educação financeira. O mesmo raciocínio vale para a decisão de quanto aplicar mensalmente. “Quando o bebê nasce, é tão milagroso que tenha acontecido que a tentação é desviar a atenção de tudo o mais para a criança”, comenta. “Mas é necessário bom senso e trabalhar com o orçamento que você tem.” Outra recomendação fundamental: cuidado com as expectativas. Pode ser que, ao terminar o ensino médio, seu filho adolescente diga que não tem a menor intenção de fazer a faculdade que você sonhou para ele. “É importante que os pais entendam essa poupança como uma reserva que dará apoio ao filho no início da vida adulta, seja para ajudar no período universitário, na abertura de um negócio próprio, na compra do primeiro imóvel ou no que mais combinarem”, ressalta Cássia. Também não se desespere se o seu orçamento não permite juntar a provisão que você gostaria de oferecer quando seu jovem tiver 18 ou 20 anos. “Mais do que tudo, a gente deve prover os filhos de educação e afeto para que, lá na frente, eles tenham condições de caminhar sozinhos.”

 

 

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40 coisas que seu filho tem de fazer antes dos 7 anos

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maio 14, 2008. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . dinheiro, educação, filhos, mães. Deixe um comentário.

40 coisas que seu filho tem de fazer antes dos 7 anos

1. Brincar, brincar, brincar.
2. Acampar na sala com você.
3. Ter segredos gostosos com o pai e com a mãe, separadamente.
4. Tomar banho de esguicho.
5. Plantar uma árvore ou um pezinho de feijão no algodão, dá na mesma.

6. Fazer biscoito, bolo, comida, se sujando e sujando a cozinha toda. Depois, comer aquela gororoba e ter dor de barriga.

7. E ganhar colinho. Ganhar colinho sempre, mesmo quando o colo fica pequeno. Aliás, existe colo pequeno? Que conversa estranha… Colo é colo!

8. Ter uma festa de aniversário legal – isso não tem nada a ver com gastar dinheiro e, sim, com reunir a família, comemorar e estar feliz.

9. Esperar o coelho da Páscoa. E ver as pegadas dele no chão…

10. Viajar “sozinho” – com os amigos, a escola, o acampamento…

11. Esperar Papai Noel chegar. E entender que aquele presente escondido no armário dos pais é outra coisa, nada a ver com Papai Noel.

12. Fazer misturinha. Sabe o que é? É poder, quando ir ao restaurante, misturar no copo de água tudo que aparecer na mesa: a bebida dos outros, açúcar, sal, pimenta, azeite, farelo de pão…

13. Ir para a escola, ser alfabetizado.

14. Ficar deitado na grama vendo estrelas e o desenho das nuvens

15. Escrever na parede – e levar bronca. Faz parte, mas uma coisa não invalida a outra.

16. Aprender a amarrar o tênis. E se sentir importante por causa disso.

17. Sentir-se importante. Porque, de fato, é.

18. Inventar história. Em todos os sentidos. Inventar.

19. Aprender a comer o básico. Porque o básico é básico.

20. Dormir bem e na hora. Em silêncio, limpinho, na própria cama.

21. Ir dormir tarde de vez em quando, porque é uma delícia.

22. Dormir na cama da mãe e do pai e fazer farra ou esticar a preguiça.

23. Faltar na aula sem motivo, num dia de chuva, por exemplo, e ficar em casa de pijama, brincando.

24. Ir à escola e aprender. Aprender até que faltar na aula é um prejuízo danado…

25. Fazer uma viagem pra longe. Disney. Esquiar. Acampar. Pantanal. Mudar de ambiente. Sonhar, delirar.

26. Descobrir que voltar pra casa é muito bom. E que nossa casa é um mundo, o universo.

27. Aprender a nadar, andar de bicicleta, ficar em pé no balanço.

28. Ter tido, estar pensando em ter ou ter freqüentado uma casinha na árvore. Vale só desejar, também. Aliás, desejar é muito bom, sempre. Motiva.

29. Ter ido a um concerto ou a um balé clássico ou uma ópera. E a um show de rock e a muitas e muitas e muitas peças infantis.

30. Fazer um espetáculo. Aquele de balé, do final do ano. Aquele da escola. Um show com os amigos, improvisado. Valem todos.

31. Ter coleção. De revista, de figurinha, de meleca, de mosquito morto, de minhoca, de carrinho, o que for.

32. Fazer besteira e não contar pra ninguém.

33. Dormir na casa dos avós, curtir com os avós, aproveitar os avós.

34. Ter medo e correr pro colo do pai e da mãe. E descobrir que, assim, o medo passa.

35. Aprender a comer comida japonesa ou thai, ou qualquer uma, assim, “diferente”.

36. Cantar.

37.Ter um amigão ou amigona de verdade, não invisível.

38. Ter falado o que gosta, ouvido o que não gosta, respondido o que não devia e pedido desculpa.

39. Ter conversado muito, muito, com o anjo da guarda.

40. Ter sido criança. Todos os dias. Aproveitando isso. Sem ninguém atrapalhar.
  

 

 

 

 

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Como construir o estudante do século 21

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abril 29, 2008. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . educação, filhos, mães. 2 comentários.

Como construir o estudante do século 21

Olá colegas,

Encontrei uma reportagem da revista Claúdia e achei muito interessante para o blog, postei um certo trecho que seria de nosso interesse.

Abraços

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As crianças sentadas hoje nos bancos escolares do Brasil estão sendo preparadas para o futuro que as espera? Foram visitadas Instituições de ensino públicas e privadas de São Paulo que propõem estratégias inovadoras para formar os líderes de amanhã.

Os desafios nunca foram tão imensos, e o papel da escola na superação deles é crucial. Como educar cidadãos para um século que, segundo o historiador inglês Eric Hobsbawm, talvez não seja tão mortífero quanto o anterior, que assistiu a duas grandes guerras, mas que já se anuncia turbulento? Como preparar crianças e jovens para enfrentar – e quem sabe melhorar – uma sociedade desigual e polarizada, com ricos cada vez mais ricos e competitividade crescente?

O que fazer para que a geração que hoje freqüenta os bancos das escolas aprenda a proteger o planeta? Qual a melhor maneira de mostrar a esses jovens, habituados a relações virtuais, quão valioso é o contato físico, o olho no olho? 

“Não basta apenas entregar um conjunto de informações: é preciso preparar para pensar”, acredita o educador Moacir Gadotti, diretor do Instituto Paulo Freire, em São Paulo, e consultor da Unesco, o braço das Nações Unidas para a educação, ciência e cultura. O assunto é tão sério e urgente que, ainda nos anos 90, a Unesco encomendou ao político francês Jacques Delors um relatório sobre a educação para o novo século. No texto, concluído em 1996, Delors indica quatro pilares que devem moldar o aprendizado no nosso tempo: aprender a aprender, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser. “A grande mudança pode ser sintetizada no conceito de educação para toda a vida”, afirma Gadotti. Isto é, a aquisição de conhecimentos não se limita à escola: ela nunca pára de acontecer. “É uma visão holística da educação.”

No Brasil, com um sistema de ensino cambaleante, escolas depauperadas e professores despreparados, os pilares de Delors soam como utopia. Não são. Na linha de frente do ensino, pensando no futuro, várias escolas públicas e privadas vêm experimentando estratégias para melhor preparar crianças e jovens para o complexo século 21. Para pais e mães, as iniciativas delas podem ajudar na escolha do melhor ensino para o filho.

 

Para ler o resto da reportagem clique aqui:
http://claudia.abril.uol.com.br/materias/2778/?pagina1&sh=34&cnl=47&sc=

 

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abril 14, 2008. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . conselho escolar, educação. Deixe um comentário.

Cozinhando para a moçadinha com a moçadinha.

Olá colegas

Hoje vou postar uma receita que é muito simples de ser executada e você pode pedir ajuda pra criançada, tanto na hora de fazer quanto na hora de comer!

Bom Apetite! 😉

 

Choco Chips Cookie

 

 

Ingredientes:

 

· 200 g de manteiga em temperatura ambiente

· 2 ovos

· meio tablete de Chocolate Meio Amargo

· 1 lata de Leite condensado

· 2 xícaras e meia (chá) de farinha de trigo

· 1 pitada de sal

· 1 pitada de bicarbonato de sódio

· meio tablete do Chocolate Meio Amargo cortado em quadrados pequenos, para decorar

 

 

Modo de Preparo:

 

Bata ligeiramente a manteiga na batedeira e, mantendo-a ligada, acrescente aos poucos as gemas, o Chocolate ralado e o Leite Moça em fio, até obter um creme bem leve e esbranquiçado (aproximadamente 20 minutos batendo em velocidade média). Enquanto isso, ligue o forno em temperatura baixa (150° C) e deixe-o aquecendo.

Desligue então a batedeira e peneire, aos poucos sobre o creme, a farinha de trigo, o sal e o bicarbonato, misturando delicadamente com um batedor de arame de modo a obter uma massa lisa e homogênea.

Por último bata as claras em neve e incorpore-as à massa. Unte com manteiga duas assadeiras grandes e coloque nelas pequenas porções de massa (use como medida uma colher de chá bem cheia de massa), mantendo uma distância aproximada de 8 cm entre cada porção.

Decore cada cookie com um pedacinho de Chocolate Meio Amargo e leve ao forno por aproximadamente 35 minutos, ou até eles assarem por igual. Retire os cookies do forno e deixe sobre uma grelha, guardando-os após em lata com tampa.

 

Dicas

 

– A massa do cookie pode ser guardada na geladeira por até 3 dias. Se quiser, você pode assar a massa ainda gelada, enrolando bolas de aproximadamente 3 cm de diâmetro ao invés de usar a colher de chá como medida.

– A textura do cookie pode variar, dependendo da maneira como a massa for ‘modelada’: ficará bem crocante se as porções de massa forem achatadas com as pontas dos dedos ou com o dorso da colher – ou mais fofa, caso a massa fique mais alta, sem ser achatada. – Substitua o Chocolate Meio Amargo por Chocolate granulado ou então polvilhe com açúcar de confeiteiro na hora de servir.

 

Rende em torno de 90 cookies.

 

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abril 10, 2008. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . alimentação, educação, filhos, mães, receita. 2 comentários.

Conciliando família, filhos e trabalho. Deixar o filho com a família?!

Devo deixar meu filho com a família?

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Na hora de escolher quem vai cuidar do seu filho enquanto você trabalha, uma das opções mais apreciadas é a de contar com a ajuda de familiares. Afinal, conhecer bem as pessoas que estarão com a criança garante tranqüilidade. Mas, apesar do lado bom, alguns fatores devem ser considerados. Conheça as vantagens e desvantagens dessa opção de cuidado.   Como existe uma relação de afinidade por parentesco, os pais sentem-se seguros em deixar o filho com a família, já que sabem que a pessoa responsável realmente se interessa pela saúde, felicidade e bem-estar da criança.

 
Para muitos casais, essa condição representa uma vantagem indiscutível em relação a outras opções, como a contratação de uma babá ou a inscrição da criança em uma creche ou escola infantil. Além disso, quando se trata de alguém da família, os pais em geral têm mais acesso a informações sobre a história da pessoa e seus hábitos.
 

Uma das principais preocupações dos pais que recorrem a outras soluções é que, ao deixarem seus filhos durante o dia todo aos cuidados de outras pessoas, é natural que as crianças adotem valores passados por quem cuida delas, o que nem sempre coincide com os conceitos da família.

 
Outro ponto que costuma agradar aos pais é o fato de a criança passar o dia na própria casa, o que não ocorre se a opção for um berçário ou uma creche. Cuidada por uma pessoa da família, a criança permanece em seu próprio ambiente ou na casa da pessoa responsável, um espaço considerado mais acolhedor do que um ambiente institucional.
 

Finalmente, um aspecto que muitos pais levam em consideração é a proporção de adultos para cada criança. Mesmo que o casal tenha mais de um filho e o familiar tome conta de ambos, a atenção é bem maior do que em uma creche ou escola, estabelecimentos nos quais, em geral, um adulto se ocupa de seis ou sete crianças.


Com menor contato com outros colegas, reduzem-se as probabilidades de contágio de viroses, resfriados (e as conseqüentes dores de ouvido) tão comuns entre crianças que passam o dia em grupo.

 

Mas a vantagem mais óbvia, sem dúvida, é o custo: embora a maioria das pessoas que recorre aos cuidados de alguém da família costume oferecer algum tipo de compensação (financeira ou de outra natureza), em geral o gasto final é bem inferior à mensalidade de um berçário ou ao salário de uma babá.

 

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E quais são as desvantagens?

 
Infelizmente, deixar o filho com os familiares também tem aspectos negativos. Em geral, o contato estreito com a pessoa que toma conta de seu filho dificulta o estabelecimento de um relacionamento profissional.
   Isso pode provocar algumas situações difíceis. Por exemplo, alguns familiares, sobretudo os mais velhos, acreditam deter mais conhecimento sobre a educação e os cuidados com as crianças. Com isso, podem ignorar as recomendações dos pais no que se refere à alimentação, educação e sono do bebê.

 
Esse tipo de atitude não só afeta a autoridade dos pais, como confunde a criança – o que pode trazer desentendimentos entre a família. Para reduzir esse tipo de problema, os pais devem definir com clareza o que querem e determinar as regras desde o início.

 
Outra questão que pode trazer complicações refere-se à remuneração. Em alguns casos, os pais oferecem um valor em dinheiro para não parecer que estão tirando vantagem da situação, mas não raro o familiar recusa a oferta – embora quisesse aceitá-la. Quando isso acontece, uma das conseqüências possíveis é o uso constante de “indiretas” e insinuações que acabam desagradando os pais.

 
E, mesmo que os pais combinem uma remuneração com o familiar que se ocupa da criança, muitos se sentem em dívida em relação à pessoa, o que pode deixá-los menos dispostos a defender as próprias crenças em relação à educação do filho.

 
Se um familiar de mais idade – como a mãe ou tia de um dos pais, por exemplo – for o escolhido para a tarefa, a falta de energia pode ser uma desvantagem. Ainda que a pessoa tenha todas as condições de cuidar de um bebê, talvez não disponha da energia necessária para correr atrás de uma criança em fase de exploração.

 
Se a pessoa que cuida de seu filho (familiar ou não) não tiver energia para explorar novas maneiras de divertir e estimular a criança (ou até mesmo de protegê-la contra possíveis acidentes), avalie a possibilidade de matriculá-la em uma creche ou escolinha, talvez antecipando um pouco sua ida para o convívio com os coleguinhas.

 
Muitas crianças de dois, três ou quatro anos aprendem e se desenvolvem muito com a sociabilização, um recurso nem sempre disponível para quem é cuidado por um alguém da família.

 
Finalmente, ao contrário do que ocorre com as creches, escolas maternais e berçários, esse tipo de cuidado não é controlado pelos organismos do governo. Por isso, é essencial que os pais realmente confiem na pessoa a quem transferem o cuidado com os filhos e não tenham dúvidas quanto à segurança, à limpeza e ao conforto do ambiente.

 
Consultoria: Mônica Gazmenga, enfermeira.

março 28, 2008. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . conselho escolar, educação, filhos, mães. Deixe um comentário.

Conselhos Escolares – formação

Como criar, (re)ativar ou consolidar os Conselhos Escolares?

No Plano Nacional de Educação está expressa a necessidade de “promover a participação da comunidade na gestão das escolas, universalizando, em dois anos, a instituição de Conselhos Escolares ou órgãos equivalentes”. Dessa forma, cabe ao diretor da escola ou a quaisquer representantes dos segmentos das comunidades escolar e local a iniciativa de criação dos Conselhos Escolares, convocando todos para organizar as eleições do colegiado.

Devem fazer parte dos Conselhos Escolares: a direção da escola e a representação dos estudantes, dos pais ou responsáveis pelos estudantes, dos professores, dos trabalhadores em educação não-docentes e da comunidade local. Como todo órgão colegiado, o Conselho Escolar toma decisões coletivas. Ele só existe enquanto está reunido. Ninguém tem autoridade especial fora do colegiado só porque faz parte dele.

Contudo, o diretor atua como coordenador na execução das deliberações do Conselho Escolar e também como o articulador das ações de todos os segmentos, visando a efetivação do projeto pedagógico na construção do trabalho educativo. Ele poderá – ou não – ser o próprio presidente do Conselho Escolar, a critério de cada Conselho, conforme estabelecido pelo Regimento Interno.


Os membros efetivos são os representantes de cada segmento. Os suplentes podem estar presentes em todas as reuniões, mas apenas com direito a voz, se o membro efetivo estiver ausente.

Recomenda-se que os Conselhos Escolares sejam constituídos por um número ímpar de integrantes, procurando-se observar as diretrizes do sistema de ensino e a proporcionalidade entre os segmentos já citados, ficando os diretores das escolas como “membros natos”, isto é, os diretores no exercício da função têm a sua participação assegurada no Conselho Escolar. 

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março 26, 2008. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . conselho escolar, educação. Deixe um comentário.